ResumoA hipovitaminose A é um problema que ocorre frequentemente em quelónios, principalmente
semiaquáticos de água doce (cágados) que recebem alimentação incorreta com níveis insuficientes
de vitamina A. Os animais apresentam pálpebras edemaciadas, não conseguindo mais abri-las, ficam
letárgicos, chegando à apresentar até pneumonia. O diagnostico é feito através de sinas clínicos e
histórico alimentar. O tratamento consiste administração semanal de vitamina A, e a adição na dieta
de alimentos ricos em beta – carotenos como espinafre, brócolos, cenoura e de preferência rações
balanceadas. No caso de infeções secundárias é essencial o uso de antibióticos.
A deficiência de vitamina A ocorre comumente em quelónios, embora sejam
encontrado alguns casos em crocodilos e iguanas. Os quelónios mais afetados são
os semiaquáticos de água doce (cágados), que recebem dieta incorreta no cativeiro
e consequentemente muito pobre em vitamina A.
A vitamina A ou retinol é uma coenzima responsável, entre outras funções,
pela manutenção do tecido epitelial de todo organismo. Sua deficiência é seguida
por alteração no metabolismo das células epiteliais, causando metaplasia escamosa
e hiperceratose dos epitélios, principalmente no epitélio respiratório e ocular.
A principal desordem orgânica que a deficiência de vitamina A causa é a
metaplasia escamosa multifocal e a hiperqueratinização dos epitélios.
Todas as células epiteliais respiratórias, oculares, cutâneas, endócrinas,
gastrointestinais e geniturinárias são atingidas. As primeiras alterações são a
necrose e atrofia do epitélio. As células mortas descamam e começam a se
aglomerar entre as células vivas. Formam – se cistos, pela retenção dos fluídos que
transitam entre as células. Os ductos e canalículos do pâncreas, fígado, rins e das
glândulas oculonasais tornam – se bloqueadas por estes debris celulares. Como
todo tecido epitelial serve como barreira para os patógenos, com a descamação
temos esta função alterada, podendo ter nestes tecidos infeções bacterianas
secundárias.
Os sinais clínicos de hipovitaminose A mais clássicos são o blefaroedema
(inchaço das pálpebras), blefarospasmo (fechamento das pálpebras), que pode
apresentar nos casos crônicos abscessos sob as pálpebras com envolvimento na maioria das vezes bilateral.
Outros sintomas da hipovitaminose A são: prostação,
anorexia, corrimento nasal, apatia, blefarite, conjuntivite, ressecamento dos olhos por
falta de produção de muco. Em casos crônicos podendo observar hiperqueratose
(produção anormal de queratina na pele, formando áreas crostosas) e certas áreas
cutâneas com adelgaçamento. A pneumonia é uma das doenças comum em casos
de hipovitaminose A, já que o epitélio pulmonar torna-se lesionado tem – se uma
porta de entrada para bactérias.
O diagnóstico é realizado basicamente por sinais clínicos e histórico
Alimentar. O histórico da dieta consumida é importante para diferenciar da blefarite
causada por irritações corpos estranhos, infeções bacterianas ou parasitárias. O
diagnostico preciso é feito com auxilio de citológica dos exsudatos, radiografia, etc.
O tratamento consiste na suplementação de vitamina A, com a correção da
dieta introdução principalmente de alimentos ricos em beta – carotenos (precursores
da vitamina A). Alguns alimentos recomendados são espinafres, brócolos, cenoura,
batata – doce e preferencialmente rações comerciais balanceadas.
Se houver sinais clínicos de comprometimento pulmonar como corrimentos nasais,
dispneia e perda do equilíbrio na água, deve ser instituído tratamento imediato com
antibiótico.
É importante ressaltar que doses alta de vitamina A são tóxicas para o
quelónios. Medicamentos formulados para animais doméstico normalmente tem
altas concentrações dessa vitamina, e a sobredose causa Hipervitaminose
Iatrogénica. Os sinais relatados são desprendimento de escamas nos membros e
pescoço, eritema e vesículas.
Conclui – se que a hipovitaminose A é um problema comum em quelónios de
água doce, decorrente do fornecimento de alimentação inadequado com níveis
insuficientes de vitamina A, oferecida por proprietários sem conhecimento de manejo
e dieta adequados.

O texto é da sua autoria? Parece que não. Acho graça, que se poste informação de sites, revista, livros sem qualquer referência aos mesmos. É vergonhoso
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